Entre o litoral da Califórnia e o Havaí, uma área enorme ganhou um triste apelido: "Lixão do Pacífico". Levadas pela corrente marítima, toneladas e toneladas de sujeira, produzidas pelos seres humanos, se acumulam num lugar que já foi um paraíso.
Tem como objetivo facilitar o acesso aos conteúdos discutidos na disciplina, bem como a produção de materiais educacionais, além de ser um canal de comunicação aberto a tod@s. Aqui você encontra uma seleção dos melhores conteúdos didáticos da atualidade.
domingo, 4 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
AS NOVAS VÍTIMAS DO ALCOOLISMO
Laís Capistrano especial para o Diario urbana.pe@dabr.com.br
Recife, domingo, 26 de fevereiro de 2012
Mulheres e jovens. Esse é o novo perfil de dependentes que está procurando ajuda nos Alcoólicos Anônimos.
Um novo perfil de dependentes formado por mulheres e jovens passou a procurar ajuda nos grupos do Alcoólicos Anônimos (AA) no estado. Antes minoria, a presença feminina, em alguns grupos, já chega a ser igual a dos homens. Em geral, as mulheres começam a procurar tratamentos mais tardiamente, devido à não aceitação da doença. Paralelamente, são elas as presas mais fáceis em função de o corpo acumular 11% a menos de água, frente aos homens, o que favorece à dependência mais rápida do álcool. Outro fator preocupante, segundo médicos e especialistas, é a precocidade apresentada pelo novo público. A faixa etária que passou a pedir socorro no AA é de dependentes entre 18 e 25 anos, de ambos os sexos.
Segundo o médico endocrinologista e metabologista Edinário Lins, o sexo feminino dispõe de menos enzimas para oxigenar o etanol no organismo. “Cerca de 90% das bebidas alcoólicas ingeridas são metabolizadas pelo fígado. Quando há um consumo descontrolado da droga, alguns órgãos são prejudicados e até pode ocasionarar um câncer. Os tipos mais comumente associados ao alcoolismo são os de esôfago, estômago, pâncreas e fígado”.
A pré-disposição genética é um ponto importante a ser analisado, no entanto, outros fatores merecem igual atenção. “O contato com o álcool começa, para muitos dependentes, ainda na infância ou início da adolescência, o que proporciona o quadro vicioso tão cedo”, alerta o médico. Em dez anos, 130 novos grupos de apoio surgiram no estado. Hoje, são 450, a maioria na Região Metropolitana do Recife. Esse aumento significativo se dá pela procura crescente dos dois segmentos, segundo a coordenação da instituição em Pernambuco.
A dependência alcoólica ainda é vista sob uma ótica preconceituosa, o que dificulta o processo de recuperação dos dependentes. “Durante o tratamento, muitas vezes a chave para a recuperação do paciente está no apoio familiar. Em alguns casos, o trabalho realizado com família é mais intenso e duradouro do que com o próprio dependente”, explicou a psicóloga especialista em alcoolismo, Francinete Xavier Borba. Ela ressaltou que a displicência paterna, somada ao sentimento de autonomia da ala jovem, potencializam o surgimento da doença. E alcoolismo mata.Segundo a Organização Mundial de Saúde, o consumo excessivo de álcool é o 3º maior responsável pelas mortes no mundo. Embora não tenha cura, é possível controlar a enfermidade. A psicóloga aponta caminhos. “Para as mulheres, a recuperação é ainda mais dolorosa. Ela necessita do apoio de toda a família”. Em muitos casos, o estímulo para prosseguir no tratamento vem de membros de grupos de apoio, segundo as mulheres.
“O primeiro passo é evitar o primeiro gole”, aconselha o coordenador do AA no estado, R.J. A maioria dos alcoólicos que procura apoio em grupos diz conseguir resultados mais satisfatórios no combate à doença.Ele ressaltou que a instituição registrou um aumento de quase 300% no número de ligações nos últimos anos. E qualquer pessoa pode ligar para o 3221-3592 ou mandar um e-mail para ctorecifeesl@areapeaa.org.br e saber onde procurar ajuda. O anonimato é garantido.
Relatos de dramas pessoais
"A bebida atrapalhava minha profissão"
"Comecei a perceber que não tinha mais controle sobre a bebida. Saía nos finais de semana com algumas amigas, acabava me envolvendo em confusões e depois não me lembrava de nada.Essa dependência estava me prejudicando no trabalho. Meus colegas e chefe sentiam cheiro de bebida. Me atrasava todas as segundas por causa da ressaca. Sabia que aquilo me fazia mal, só não conseguia dar uma basta. Aos 17 anos, tomei minha primeira dose por influência de umas amigas. Havia me mudado, era novata no prédio. Gradativamente fui ficando resistente ao álcool, queria sempre mais. Bati o carro inúmeras vezes, me envolvi em acidentes muito graves, fiquei hospitalizada, já fui presa por brigar com policiais. Uma vez, conversando com um amigo, falei da situação. O admirava porque ele tinha problemas de alcoolismo e há quase dez anos havia controlado a doença. Foi ele o divisor de águas na minha vida.Esse amigo me convidou para participar de uma reunião do AA no mesmo grupo em que ele frequentava. No encontro descobri que era uma alcoólica. Desde então, já se passaram dois meses e vou a todas as reuniões. Na minha casa, minha mãe sempre se desesperava. Meu pai faleceu de AVC, por causa da bebida, e ela tinha medo que eu seguisse o mesmo caminho. Reconquistei a confiança dela. Estou me recuperando e quero continuar me sentindo assim". Diário de: T. Mulher, 26 anos
"Achei que podia beber pois era jovem"
"Tenho 20 anos e sou um alcoólico. No começo pensei que era uma fase. Procurava justificativas para minhas atitudes jogando a culpa nos meus pais. Desandei nos estudos, meus amigos se afastaram de mim e tive muitos problemas em casa. Hoje sei que sou portador de uma doença. Estava com 13 anos quando comecei a beber em companhia de alguns amigos. Primeiro em algumas festas, depois todo mês e, aos 15 anos, saía das aulas todas às sextas-feiras para ir a barzinhos. Urinava na cama e tinha apagamentos. Minha mãe se desesperava, me aconselhava. Fui morar com meu pai porque ela já não me aguentava mais em casa. Fui detido oito vezes e atropelei uma pessoa, tudo sob o efeito da bebida. Minha família me levou a psiquiatras conceituados, cheguei a ser internado, mas ninguém conseguia diagnosticar a doença. Tomava vários remédios por dia e vivia como um zumbi. Em um momento como este, o que ele mais precisa é do apoio da família. Primeiro tentar conscientizar o jovem de que a bebida está fazendo mal. Depois, mostrá-lo um caminho para a recuperação. Quem conversou comigo sobre a importância de participar dos grupos de apoio foi uma tia, que também é alcoólica. No início não queria me enxergar como um. Há quase três anos, controlei a doença, retomei a faculdade, trabalho, faço exercícios, mergulho e pesco. Reconquistei a confiança da minha família". Diário de: V. Homem, 20 anos
"A bebida me deixava promíscua"
"Quando bebia, me transformava em uma pessoa completamente diferente. Fiz coisas que jamais faria sóbria, fiquei com rapazes e depois não me lembrava de nada. A bebida deixa as pessoas mais promíscuas. Tinha apagamentos e quando acordava minhas amigas me diziam o que eu tinha feito. Sempre achava que bebia porque era uma mulher extrovertida e com muitos amigos.Tive muita dificuldade para perceber meu descontrole. Já deixei meus filhos doentes em casa enquanto ia à praia com os amigos.Passávamos a noite inteira tomando cerveja e, de manhã, quando voltava para casa, me sentia muito mal por ter feito tudo aquilo. Minha mãe me comparava com meu pai e irmão, que também apresentavam o problema. O fato de ter pré-disposição genética para a doença me deixava irritada. O meu maior desafio para aceitar que estava doente, consequentemente procurar ajuda, foi o preconceito por ser mulher alcoólica aos 35 anos. Tive três filhos em relacionamentos que não deram certo. Só consegui refazer meus planos de vida quando comecei a frequentar as reuniões em grupo. Ainda preciso de psicanalistas e psiquiatras, mas já consigo visualizar um futuro melhor para meus filhos. Quero cuidar deles, fazer meu mestrado e procurar um emprego.Eu acho que se uma mulher está na dúvida se é alcoólica ou não, isto já é um motivo para procurar um grupo de apoio". Diário de: R. Mulher, 38 anos
"Uma mãe nunca abandona o seu filho"
"Eu não reconhecia mais meu filho, afirmou C.L., mãe de um jovem dependente alcoólico, de 20 anos. Aos 18 anos ele procurou ajuda no AA. Tinha começado a beber muito jovem, aos 12 anos, escondido, na casa de amigos. Aos 15 anos já estava dependente. Segundo a mãe do jovem, que hoje cursa administração, o filho sempre foi maravilhoso, mas se transformava em outra pessoa quando estava sob efeito do álcool. "Era difícil ver o meu menino fazendo tantas coisas horríveis. Ele chegou a bater com o carro e a ser detido no trânsito por embriaguez. A mãe conta que sentia-se culpada, até se informar sobre a doença. Ela começou a participar de grupos de apoio à familiares e o convenceu a iniciar um tratamento. Foi uma fase difícil, conversei muito com ele, o alertava sobre a educação que ele recebeu, o futuro que ele estaria colocando a perder se continuasse bebendo e todos os males que aquilo estava lhe causando. Alguns amigos podem se afastar, namorada ou até mesmo esposa, mas a mãe nunca abandona, diz. Para a maioria das famílias a percepção da doença é algo difícil. No entanto, sem o apoio necessário para a recuperação do doente, os tratamentos utilizados podem ser ineficazes. Na minha casa, todos nós evitamos ingerir bebida alcoólica. É um ato de respeito ao meu pai, avô do jovem, que sofre com o problema, mas também uma forma de fortalecê-lo em sua batalha diária", relata,Diário de uma mãe.
"O alcoolismo não escolhe classe social, cor, profissão, idade e nem sexo"
As pessoas não desconfiam que uma senhora da minha idade seja uma alcoólica. Durante muitos anos minha família sofreu, principalmente a minha filha. A sociedade entende por alcoólico um homem pobre e doente. Essa ideia é errada. O alcoolismo não escolhe classe social, cor, profissão, idade e nem sexo. É uma doença preconceituosa e por isso não conseguia me ver assim. Sempre fui recatada e tímida, não frequentava bares, só tomava vinho em casa em finais de semana com meu marido. Mas com o tempo, as taças foram aumentando.Certa vez, quando minha filha tinha 15 anos, explodi o fogão de casa, logo depois tive um apagamento. Só procurei ajuda quando vi que estava no meu limite.Um dia eu escutei os conselhos de um irmão, que também é alcoólico.Até então eu sempre me aborrecia com as palavras dele. Caí em mim, entrei no AA. Ainda sinto vontade de beber, mas minhas razões para parar são ainda maiores”. Diário de: M.E. Mulher, 54 anos.Entrevista: Francinete Xavier Borba
Quais as razões que levam tantos jovens e mulheres ao alcoolismo?
Os jovens estão bebendo mais cedo. Eles se sentem mais poderosos e desinibidos. Em alguns casos falta limites por parte dos pais, muitos deles confundem liberdade com liberação e permitem que crianças experimentem bebidas alcoólicas. Consequentemente, essa parcela está exposta a ficar dependente mais cedo. Já entre as mulheres, existe a busca pela igualdade entre os sexos. Nesse contexto, elas compreendem que a liberdade passa pela bebida. O álcool pode ser porta de entrada para outras drogas.
A família pode colaborar?
De modo geral, as mulheres alcoólicas têm um perfil semelhante. Elas são muito inteligentes, sensíveis, e se sentem frustradas por não preencherem um determinado espaço vazio na vida. E por algum motivo elas supervalorizam a bebida. Quando se é jovem, esse fator emocional está fundido com a necessidade de se integrar aos grupos de amigos. Cabe à família da mulher, assim como a do jovem, ressaltar sua autoestima, demonstrar apoio, afeição e acolhimento.
A falta de informações sobre a doença pode ser a causa para o repúdio das pessoas?
Eu costumo dizer que o alcoolismo é a doença do preconceito, da negação e da hipocrisia. A sociedade repudia, no entanto partilha das mesmas práticas. A doença muda o comportamento das pessoas. Não é raro um dependente ser confundido com um mau caráter. Alcoolismo é uma doença que alcança todas as classes sociais e faixas etárias. Não existe cura, mas o portador pode ser tratado desde cedo.
sábado, 28 de janeiro de 2012
MEIO AMBIENTE- Mata Atlântica
O tema "Minha Mata Atlântica - qual é a minha relação e atitudes para proteger a água, ar e florestas” é uma referência ao conceito "MAs da Mata Atlântica", que nasceu com a ideia de que a sigla "MA" de Mata Atlântica significa também Minha Água,Minha Árvore, Meu Ar, Minha Atitude e Meu Ambiente, estimulando assim a apropriação da Mata Atlântica por parte das pessoas e a perspectiva de que o Bioma está presente nas cidades, no ar que respiramos, na água que bebemos, etc. Isso gera a ideia de interdependência, de que tudo está conectado e de que as nossas atitudes têm impacto no ambiente em que vivemos.
Materiais de referência (para acessá-los, basta clicar nos textos abaixo):
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Casos de Aids entre meninas de 13 a 19 anos supera o de garotos em 2010
28/11/2011
Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
Foram 349 casos da doença entre as jovens contra 296 entre homens.
População mais afetada pelo vírus da Aids tem entre 35 e 39 anos.
Em 2010, foram registrados mais casos de mulheres entre 13 e 19 anos infectadas pelo vírus HIV do que homens da mesma faixa etária. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde, em 2010, foram registrados 349 casos de Aids entre meninas contra 296 notificações do vírus entre meninos. Pelos números, a incidência da doença entre mulheres jovens é de 2,9 para cada 100 mil habiantes, enquanto entre homens a taxa é de 2,5 para cada 100 mil.
Até 30 de junho de 2011, 137 meninas de 13 a 19 foram infectadas, enquanto 110 jovens do sexo masculino tiveram a doença detectada. "Temos uma grande preocupação com mulheres jovens, de 13 a 19 anos, pelo fato de ter mais mulheres que homens nessa faixa etária e pelo aumento dos casos de Aids entre meninas”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em entrevista coletiva. Um dos focos da campanha do governo federal de prevenção da Aids em 2011 será o público jovem feminino.
No recorte de 15 a 24 anos, a incidência da doença é maior entre homens. De 1980 a 2011, foram diagnosticados 66.698 casos de Aids entre jovens dessa faixa etária, sendo 38.045 do sexo masculino e 28.648 do sexo feminino, o que representa 11% do total de casos de HIV notificados no Brasil nos últimos 21 anos. A região com maior incidência de Aids entre jovens em 2010 é o Sul, com 14,3 casos para cada 100 mil habitantes, seguida do Norte (12,8), Sudeste (9,2), Centro Oeste (7,9) e Nordeste (6,9).
De acordo com o Ministério da Saúde, o conhecimento da população jovem sobre as formas de infecção pelo vírus HIV é "alto". Estudo realizado pela pasta entre 2007 e 2008 mostra que 97% da população de homens entre 15 e 24 anos sabem que a melhor forma de evitar o contágio da doença é usar camisinha. Além disso, o estudo mostrou que a população jovem, em geral, é a que mais usa preservativo.
Maior incidência
Quando se leva em consideração tanto homens quanto mulhares, a incidência do vírus HIV é maior entre pessoas de 35 a 39 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2010, a taxa de incidência da doença entre pessoas dessa faixa etária é de 38,1 para cada 100 mil habitantes. A taxa de incidência da doena entre homens dessa faixa etária passou de 67,8 casos a cada 100 mil habitantes em 1998 para 49,4 em 2010. Já a incidência entre mulheres aumentou de 26,8 casos a cada 100 mil habitantes para 27,4. A segunda faixa etária com maior incidência do vírus é entre 30 e 34 anos (37,4 para cada 100 mil habitantes).
Quando se leva em consideração tanto homens quanto mulhares, a incidência do vírus HIV é maior entre pessoas de 35 a 39 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2010, a taxa de incidência da doença entre pessoas dessa faixa etária é de 38,1 para cada 100 mil habitantes. A taxa de incidência da doena entre homens dessa faixa etária passou de 67,8 casos a cada 100 mil habitantes em 1998 para 49,4 em 2010. Já a incidência entre mulheres aumentou de 26,8 casos a cada 100 mil habitantes para 27,4. A segunda faixa etária com maior incidência do vírus é entre 30 e 34 anos (37,4 para cada 100 mil habitantes).
Na faixa etária acima de 50 anos, a taxa de incidência entre mulheres em aumentou 75,9% em 2010 na comparação com os dados de 1998. Nos homens, a incidência passou de 14,5 casos por 100 mil habitantes em 1998 para 18,8 no ano passado.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
VOCÊ PODE CONTRIBUIR PARA PRESERVAR A ÁGUA NO PLANETA
A água é um bem essencial para a vida.
O desperdício e a poluição dos lagos, rios e mares, pode levar a
escassez de água doce, caso não sejam tomadas medidas urgentes.
escassez de água doce, caso não sejam tomadas medidas urgentes.
JORNAL HOJE Edição do dia 25/11/2011
Mônica Sanches
Rio de Janeiro, RJ
Algumas atitudes que tomamos em nossas casas podem
agredir o meio ambiente, mas existem várias formas de
contribuir para a preservação do nosso planeta.
Como por exemplo, reciclar o óleo de cozinha e utilizar produtos
biodegradáveis.
Como por exemplo, reciclar o óleo de cozinha e utilizar produtos
biodegradáveis.
O óleo da fritura não pode ir pelo ralo, porque senão
ajuda a entupir as tubulações. Quando chega aos rios e lagos, ele forma
uma película, que impede a entrada de oxigênio na água e mata os peixes.
Um litro de óleo é suficiente para poluir 20 mil litros de água. Essa mesma
quantidade de água limpa corresponde ao consumo de uma pessoa durante
147 dias.
uma película, que impede a entrada de oxigênio na água e mata os peixes.
Um litro de óleo é suficiente para poluir 20 mil litros de água. Essa mesma
quantidade de água limpa corresponde ao consumo de uma pessoa durante
147 dias.
O óleo de cozinha é reciclável, pois pode virar sabão e biodiesel.
Na casa da bióloga Amanda da Costa Cotias, o óleo vai direto da frigideira
para um tonel do condomínio, na zona norte do Rio de Janeiro. A coleta
começou há quatro anos. Hoje, quase todas as 60 casas participam.
Todos os meses, 50 litros de óleo são recolhidos. Com esta iniciativa,
os moradores ajudam a proteger o meio ambiente e fazem economia.
A empresa que leva o óleo deixa litros de desinfetante, cloro, sabão
em barra, esponjas e detergente.
para um tonel do condomínio, na zona norte do Rio de Janeiro. A coleta
começou há quatro anos. Hoje, quase todas as 60 casas participam.
Todos os meses, 50 litros de óleo são recolhidos. Com esta iniciativa,
os moradores ajudam a proteger o meio ambiente e fazem economia.
A empresa que leva o óleo deixa litros de desinfetante, cloro, sabão
em barra, esponjas e detergente.
Produtos de limpeza usados em casa poluem as ÁGUAS
Atividades tão simples quanto lavar as louças ou as roupas
Atividades tão simples quanto lavar as louças ou as roupas
produzem resíduos que causam danos a natureza. Sabão em pó e detergente
são os produtos mais nocivos.
são os produtos mais nocivos.
Os detergentes que você usa em casa vão parar em rios através da
rede esgoto e são responsáveis pela poluição conhecida como
"cisnes-de-detergentes". O nome é sugestivo, já que são espumas
esbranquiçadas e densas que impedem a entrada de gás oxigênio na água,
o que afeta as formas aeróbicas aquáticas. A poluição causada por material
de limpeza fica meses ou até anos acumulada nos rios e lagos. A espuma
impede a passagem do oxigênio e
rede esgoto e são responsáveis pela poluição conhecida como
"cisnes-de-detergentes". O nome é sugestivo, já que são espumas
esbranquiçadas e densas que impedem a entrada de gás oxigênio na água,
o que afeta as formas aeróbicas aquáticas. A poluição causada por material
de limpeza fica meses ou até anos acumulada nos rios e lagos. A espuma
impede a passagem do oxigênio e
o resultado é a destruição de espécies de plantas e peixes.
Segundo o engenheiro Adacto Ottoni, nós podemos fazer a nossa parte
em casa.
“Procurar sempre usar os biodegradáveis, que eles geram muito menos
problemas para o meio ambiente.
em casa.
“Procurar sempre usar os biodegradáveis, que eles geram muito menos
problemas para o meio ambiente.
Os micro-organismos existentes na água produzem enzimas capazes de
quebrar as moléculas de cadeias lineares presentes nos detergentes
biodegradáveis. Nos detergentes não biodegradáveis, isso não acontece,
por esse motivo eles permanecem na água sem sofrer decomposição.
O acúmulo ocasiona a formação de cisnes-de-detergentes.
quebrar as moléculas de cadeias lineares presentes nos detergentes
biodegradáveis. Nos detergentes não biodegradáveis, isso não acontece,
por esse motivo eles permanecem na água sem sofrer decomposição.
O acúmulo ocasiona a formação de cisnes-de-detergentes.
Observe o selo de biodegradável nos produtos de limpeza, e opte por levar
para casa estes produtos, você estará evitando a contaminação de rios e
mares, contribuindo para a preservação do meio ambiente.
para casa estes produtos, você estará evitando a contaminação de rios e
mares, contribuindo para a preservação do meio ambiente.
(Por Líria Alves,Graduada em Química - Equipe Brasil Escola).
http://www.brasilescola.com/quimica/por-que-detergentes-poluem.htm
Responda
Quais os dois vilões da poluição da água?
Quais os dois vilões da poluição da água?
Como você pode contribuir para preservar a água no planeta?
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
POPULAÇÃO MUNDIAL CHEGA A 7 BILHÕES DE PESSOAS COM CRESCENTES DESIGUALDADES
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 30/10/2011 | 11h51 | ONU
http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20111030115149
http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20111030115149
A população mundial chega, nesta segunda-feira, a 7 bilhões de pessoas, segundo estimativas da ONU, em meio a necessidades urgentes de redistribuição da riqueza para o combate a crescentes desigualdades.
Cada país celebrará à própria moda este novo recorde de explosão demográfica: alguns vão até eleger um bebê como símbolo e outros vão organizar competições esportivas e festividades.
Em Zâmbia, será realizado um concurso musical, e no Vietnã, um show intitulado "7 Billion: Counting On Each Other" (7 bilhões de pessoas apoiando-se mutuamente). Na Rússia, as autoridades vão entregar presentes a alguns recém-nascidos.
No entanto, para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o dia que marca a existência de 7 bilhões de seres humanos não é motivo de alegria. Os recém-nascidos chegam a um mundo contraditório, com muita comida para uns e com a falta de alimentos para um bilhão de pessoas que vão dormir com fome todas as noites".
"Muitas pessoas gozam de luxuosos estilos de vida e muitos outros vivem na pobreza", disse Ban em entrevista à revista americana Time.
O recorde demográfico deveria ser visto como "um chamado à ação", insistiu.
A nova cifra demográfica representa un incremento de 1 bilhão de pessoas em relação ao número anunciado à meia-noite de 12 de outubro de 1999, quando a ONU nomeou um recém-nascido bósnio, Adnan Mevic, como o terráqueo de número 6 bilhões.
O então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, foi fotografado num hospital de Sarajevo, segurando Mevic em seus braços.
A família da criança vive, hoje, mergulhada na pobreza, o que explica, em parte, o fato de este ano não haver foto simbólica com o chefe da ONU para imortalizar o novo recorde demográfico.
"Não se trata de números. Trata-se de pessoas", disse Ban numa escola de Nova York semana passada.
"Serão sete bilhões de pessoas que vão precisar de alimentos em quantidade suficiente, assim como de energia, além de boas oportunidades na vida de emprego e educação; direitos e a própria liberdade de criar seus próprios filhos em paz e segurança", acrescentou.
Dirigindo-se aos estudantes, o chefe das Nações Unidas acrescentou: "Tudo o que quiserem para vocês mesmos deverá ser multiplicado por 7 bilhões".
Ban levará esta mensagem ao G20, que reunirá as economias desenvolvidas e as emergentes mais importantes, na próxima semana no sul da França.
Segundo estimativas da ONU, cerca de dois bebês nascem a cada segundo, pelo que a cifra de 7 bilhões continuará aumentando na próxima década, até chegar a 10 bilhões em 2100.
As Nações Unidas preveem que a Índia se converta no país mais povoado do mundo em 2025, quando seus habitantes somarem 1,5 bilhão, superando a China.
Enquanto isto, um relatório do Fundo de População da ONU (UNFPA) destaca que o mundo enfrentará crescentes obstáculos para criar empregos para as novas gerações, especialmente nos países pobres, e que a mudança climática e a explosão demográfica vão agravar as crises de fome e de seca.
Ao mesmo tempo, o envelhecimento da população se tornará um problema para o Japão e os países europeus, com suas repercussões afetando as políticas de migração, saúde e emprego, adverte o documento.
Da AFP Paris
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
"Um, dois, três filhos. E ainda cabe mais"
http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/08/21/vidaurbana2_0.asp
Marcionila Teixeira
Indo de encontro aos números do IBGE, famílias de classe média extrapolaram a conta de ter apenas dois rebentos
A conta é certeira: a cada dois anos surge uma nova vida na família de Anete Dias, uma empresária recifense de 38 anos. Se tudo sair como o planejado, no próximo ano Anete terá mais um bebê. Juntos, todos os filhos dela somarão cinco, algo pouco comum entre as mulheres da mesma geração da empresária. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística (IBGE) apontam que famílias grandes como a da empresária estão cada vez menos presentes nos lares brasileiros, mas ainda resistem nos quatro cantos do estado. Na última década, o número de pessoas por família caiu em todo o país. Em Pernambuco, se há dez anos havia 117.080 domicílios com oito pessoas ou mais, em 2010 o número caiu para 67.298.
Dados do IBGE apontam que o Nordeste ainda desponta no país como a região que mais tem domicílios abrigando oito pessoas ou mais. Pelo Censo de 2010, são 472.405 domicílios desses nos estados nordestinos. Há dez anos, o número era bem maior: 823.892. João Rosendo, do IBGE, destaca que os dados não apresentam surpresa. “Eles confirmam a tendência de redução de número de filhos dentro das famílias.” Ainda de acordo com ele, a faixa etária encontrada em maior quantidade no país está entre os 35 e 39 anos, com 6 milhões de pessoas contabilizadas. “Isso significa dizer que a população está envelhecendo, deslocando-se para as faixas etárias maiores, o que também confirma a queda da natalidade”.
Fecundidade
Apesar da queda no número de pessoas por domicílio ao longo da década constatada pelo IBGE, pela primeira vez no período a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) constatou um aumento no número de filhos por mulher de um ano para outro, passando de 1,89 criança por mulher, em 2008, para 1,94, em 2009. “Na década, o número de filhos caiu, mas em alguns pontos das pesquisas anuais, principalmente as do fim da década, percebemos um aumento da fecundidade. Se por um lado, o número de laqueaduras reduziu no país, por outro lado, aumentou o volume de pessoas em busca de programas sociais, como Bolsa-Família e de saúde, graças à profusão de Postos de Saúde da Família por todos os cantos. As mulheres agora procuram o médico para buscar o obstetra e ter o filho”, explica Rosendo.
O que antes era comum, passa a ser exceção, alvo de comentários. Na avaliação do professor e antropólogo Perry Scott, da UFPE, no passado a visão de mulheres com muitos filhos era bastante comum. “Não acredito que mulheres com muitos filhos sejam uma tendência. Acho mais que elas estão na contramão do que acontece no país e no mundo inteiro. Um caso curioso é o do Japão. Lá, um resultado de políticas públicas que inibiram muitos filhos por família foi uma sobrecarga na previdência, já que há poucos jovens para manter os idosos”, opina.
Saiba mais
Em 2000, o Nordeste tinha 823.892 domicílios com oito ou mais moradores
Dez anos depois, o Nordeste tinha 472.405 domicílios com oito ou mais moradores
No Nordeste, a média de moradores por domicílio é de 3,54 pessoas
No Norte está a maior média do Brasil de moradores por domicílio: 3,97 pessoas
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), o número de filhos por mulheres subiu entre 2008 e 2009, passando de 1,89 criança por mulher para 1,94
Fonte: IBGE
terça-feira, 23 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Avaliação da Formação 2011
Por gentileza responda as perguntas abaixo no "Comentário":
- Que aspectos você considerou positivo?
- Quais foram as dificuldades encontradas?
- Você utilizou em sua prática pedagógica algum conteúdo da formação? a( ) sim b( ) não Por que?
- Quais as suas sugestões para os próximos encontros?
Atencisamente
Equipe de Formadoras
quarta-feira, 13 de julho de 2011
PRATIQUE A COMPOSTAGEM
http://vamosrirmais.terra.com.br/integra.php?id_conteudo=230&canal=7
Fotos:iStockphoto
Todos os restos de alimento podem virar adubo orgânico.
SEU LIXO ORGÂNICO TEM DESTINO CERTO
Reciclar garrafas plásticas, jornal, embalagens de papelão e até mesmo as pilhas e o óleo de cozinha é fácil. Afinal, quem nunca ouviu falar da importância de reciclar esses materiais. Mais do que isso, quem nunca viu um posto de coleta de todo esse lixo. Mas e quanto ao lixo orgânico?
Casca de banana, o fundo da panela de arroz que queimou ou então os caroços de mamão, que apesar de sua avó dizer que são ótimos para o bom funcionamento do intestino, não te descem de jeito nenhum? Todos esses restos de alimentos não fazem parte do lixo que você pode reciclar, mas não é por isso que não podem ser reaproveitados. Prova disso é a compostagem.
Essa palavra estranha que quase ninguém sabe o que significa é muito importante para a vida do Planeta. E nada mais é, do que transformar matéria orgânica – desde restos de alimentos até folhas de plantas – em adubo.
Então você se pergunta: para que eu preciso de adubo se não tenho uma plantação ou um jardim? E nós te respondemos que é possível reproduzir a técnica da compostagem até mesmo no seu apartamento, mesmo que ele seja um “apertamento”. E mais da metade de seu lixo orgânico vai ter um destino muito mais bacana. Seus vasos de plantas vão adorar.
Mas não são só os restos de alimentos que podem ser aproveitados para a compostagem. Palha, folhas e até aqueles pêlos que seu cachorro espalha por toda a casa, podem ser incluídos nesse processo.
A compostagem acontece quando os fungos, bactérias, formigas e outros microorganismos transformam a matéria orgânica em adubo, por meio da decomposição.
Mas como faz a COMPOSTAGEM?
° Primeiro é importante escolher um lugar na sua casa ou apartamento que tenha sombra. Além disso, é importante que não bata tanto vento durante o processo e que o piso possa receber a água que escoará.
° Separe um recipiente velho – um balde, por exemplo - e faça alguns furos do fundo para escoar a água e os resíduos líquidos.
° Coloque no fundo do balde parte dos resíduos que separou, neste momento somente os secos têm lugar (folhas, galhos e palha).
° Em cima dos resíduos secos coloque uma camada de terra e regue com pouca água – não pode encharcar.
Agora coloque uma camada do restante do lixo orgânico (cascas de frutas e verduras) e cubra com uma camada de terra.
° Regue novamente com pouca água.
° Coloque mais uma vez os resíduos secos e repita o processo até acabar todos os detritos. Mas é importante finalizar com os materiais secos para não deixar sua casa com mau cheiro.
O processo de compostagem, se for acompanhado de perto, regado e remexido frequentemente, pode durar cerca de 3 semanas. E, quando pronto, pode ser usado como adubo natural em pequenas hortas ou até mesmo nos vasos de planta que você tem em casa.
Então não perca tempo e dê um destino a todo o lixo que você e sua família produzem.
Delu Comunicação
Para você ficar por dentro de uma experiência prática de compostagem visite o Blog: http://palitonageral.blogspot.com/2011/03/como-fazer-uma-compostagem-domestica.html
terça-feira, 31 de maio de 2011
DIA MUNDIAL CONTRA O TABAGISMO
http://www.inca.gov.br/tabagismo/frameset.asp?item=31maio2011&link=dmst2011.htmConvenção-Quadro para o Controle do Tabaco salva vidas!
O Dia Mundial sem Tabaco de 2011 foi destinado a destacar a importância global da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco e a grande preocupação de se fazer cumprir as suas determinações.
Como parte das celebrações, a OMS orientou os países membros a promoverem a Convenção-Quadro associando os benefícios de sua aplicação na saúde das pessoas. Com o tema “Três maneiras de salvar vidas”, enfatizou o trabalho desenvolvido por bombeiros e salva-vidas, associando-os à Convenção-Quadro e suas ações e contrapondo-se aos malefícios do tabaco.“O crescimento das doenças crônicas não-transmissíveis representa um enorme desafio para a saúde pública. Para alguns países, não é exagero descrever a situação como uma catástrofe iminente. Quero dizer, um desastre para a saúde, para a sociedade, e para a maioria das economias nacionais. Nós podemos compilar bibliotecas cheias de evidências sobre os perigos do tabaco e do fumo passivo, mas são outros os que fazem as leis para o controle do tabaco e as implementam. Hoje, muitas das ameaças à saúde que contribuem para doenças não-transmissíveis vêm de empresas que são grandes, ricas e poderosas, movidas por interesses comerciais, e muito menos amigável para a saúde. Esqueçam a colaboração com a indústria do tabaco. Nunca confie nesta indústria em qualquer circunstância, sob qualquer acordo. Implementem a Convenção Quadro para o Controle do Tabaco. Assim, podemos evitar cerca de 5,5 milhões de mortes a cada ano a um custo menor do que 40 centavos de dólar por pessoa, em países de baixa renda. Não há nenhuma outra "melhor aquisição" para o dinheiro em oferta. As pessoas não precisam fumar, mas elas precisam comer e beber”.
domingo, 29 de maio de 2011
Dia do Geógrafo (a)
http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/05/28/colunas4_0.asp
Enildo Luiz Gouveia
Prof.º Msc. em Geografia, Poeta e Compositor
chapeupjmp@bol.com.br
Recife,28 de maio de 2011
Antes de escrever este texto, que tem como objetivo parabenizar e tentar contextualizar o dia do geógrafo lembro-me dos debates nas aulas da pós-graduação. Os limites entre ser bacharel (Geógrafo) e Licenciado (Professor de Geografia) torna-se confuso não apenas na Geografia, como também em várias ciências, sobretudo no âmbito da pós-graduação. Como acredito na Educação, formei-me e assumo-me no grupo dos licenciados.
O Nordeste e particularmente Pernambuco, através da sua escola geográfica deram (e ainda dão só que numa escala mais reduzida) importantes contribuições para o entendimento acerca da realidade brasileira. Assim, nomes como os de Gilberto Osório, Manoel Correia de Andrade e Josué de Castro foram imortalizados por causa da relevância dos conhecimentos produzidos. Do período compreendido entre o início e meados do século passado, a Geografia esteve presente na vanguarda da ciência brasileira, colaborando intensamente com o processo de desenvolvimento do nosso país. Hoje, no entanto, a Geografia enfrenta diversas dificuldades para retomar seu prestígio, uma vez que outras ciências e técnicas passaram a fazer-lhe “concorrência”. Há também uma não clareza epistemológica e prática da Geografia. Isto se reflete, por exemplo, em diferenças na formação do Geógrafo e do Professor de Geografia em nosso país. Outro fato é que cada universidade coloca a Geografia onde bem entende: ora junto com as ciências humanas, ora com as ciências exatas e da natureza.
A profissão de Geógrafo foi regulamentada pela Lei 6.664/79 e Decreto 85.138/80 e pela Lei 7.399/85 e Decreto 92.29/86. Se no campo técnico e de pesquisa estes profissionais enfrentam dificuldades, na escola, os professores de Geografia travam uma eterna batalha para retirar da mentalidade estudantil a ideia de uma Geografia que seja mera decoreba. Infelizmente a prática de muitos docentes estimula esta concepção. Isto é particularmente explícito num país onde os investimentos em ensino e pesquisa seguem a lógica meritocrática, desconsiderando-se as diferenças regionais das estruturas acadêmicas.
No dia 29 de maio, Dia do Geógrafo (a) e do Professor (a) de Geografia, além de congratulações e formalidades, gostaria que procurássemos mais o aperfeiçoamento que a lamentação. Para saber algo é preciso reconhecer o que não se sabe e ter clareza sobre o que se quer saber. A busca é inesgotável! Num momento em que tanto se fala em saberes inter, multi, trans e metadisciplinares cabe capacitar-se cotidianamente, mostrar-se aberto a novas aprendizagens e repensar a forma do seu fazer, bem como, ter claro qual o objeto de sua abordagem científica, para não cair em um vazio discursivo.
Enildo Luiz Gouveia
Prof.º Msc. em Geografia, Poeta e Compositor
chapeupjmp@bol.com.br
Recife,28 de maio de 2011
Antes de escrever este texto, que tem como objetivo parabenizar e tentar contextualizar o dia do geógrafo lembro-me dos debates nas aulas da pós-graduação. Os limites entre ser bacharel (Geógrafo) e Licenciado (Professor de Geografia) torna-se confuso não apenas na Geografia, como também em várias ciências, sobretudo no âmbito da pós-graduação. Como acredito na Educação, formei-me e assumo-me no grupo dos licenciados.
O Nordeste e particularmente Pernambuco, através da sua escola geográfica deram (e ainda dão só que numa escala mais reduzida) importantes contribuições para o entendimento acerca da realidade brasileira. Assim, nomes como os de Gilberto Osório, Manoel Correia de Andrade e Josué de Castro foram imortalizados por causa da relevância dos conhecimentos produzidos. Do período compreendido entre o início e meados do século passado, a Geografia esteve presente na vanguarda da ciência brasileira, colaborando intensamente com o processo de desenvolvimento do nosso país. Hoje, no entanto, a Geografia enfrenta diversas dificuldades para retomar seu prestígio, uma vez que outras ciências e técnicas passaram a fazer-lhe “concorrência”. Há também uma não clareza epistemológica e prática da Geografia. Isto se reflete, por exemplo, em diferenças na formação do Geógrafo e do Professor de Geografia em nosso país. Outro fato é que cada universidade coloca a Geografia onde bem entende: ora junto com as ciências humanas, ora com as ciências exatas e da natureza.
A profissão de Geógrafo foi regulamentada pela Lei 6.664/79 e Decreto 85.138/80 e pela Lei 7.399/85 e Decreto 92.29/86. Se no campo técnico e de pesquisa estes profissionais enfrentam dificuldades, na escola, os professores de Geografia travam uma eterna batalha para retirar da mentalidade estudantil a ideia de uma Geografia que seja mera decoreba. Infelizmente a prática de muitos docentes estimula esta concepção. Isto é particularmente explícito num país onde os investimentos em ensino e pesquisa seguem a lógica meritocrática, desconsiderando-se as diferenças regionais das estruturas acadêmicas.
No dia 29 de maio, Dia do Geógrafo (a) e do Professor (a) de Geografia, além de congratulações e formalidades, gostaria que procurássemos mais o aperfeiçoamento que a lamentação. Para saber algo é preciso reconhecer o que não se sabe e ter clareza sobre o que se quer saber. A busca é inesgotável! Num momento em que tanto se fala em saberes inter, multi, trans e metadisciplinares cabe capacitar-se cotidianamente, mostrar-se aberto a novas aprendizagens e repensar a forma do seu fazer, bem como, ter claro qual o objeto de sua abordagem científica, para não cair em um vazio discursivo.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
MAPEAMENTO DA FORÇA GRAVITACIONAL DO NOSSO PLANETA
http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/04/02/ciencia1_0.asp
Brasília - A imagem, a princípio, assusta. A Terra aparece como uma batata gigante girando no espaço. Trata-se, porém, do mapa mais fiel já elaborado da força gravitacional que age sobre o planeta. O modelo, denominado geoide, é resultado de um estudo realizado pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) e divulgado ontem. As informações contidas nele podem ajudar os cientistas a estudarem com mais exatidão fenômenos geológicos, como terremotos e vulcões, e compreenderem melhor as mudanças climáticas.
Brasília - A imagem, a princípio, assusta. A Terra aparece como uma batata gigante girando no espaço. Trata-se, porém, do mapa mais fiel já elaborado da força gravitacional que age sobre o planeta. O modelo, denominado geoide, é resultado de um estudo realizado pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) e divulgado ontem. As informações contidas nele podem ajudar os cientistas a estudarem com mais exatidão fenômenos geológicos, como terremotos e vulcões, e compreenderem melhor as mudanças climáticas.
No modelo, as áreas vermelhas indicam força gravitacional maior, e as azuis, menor Foto: HPF/ESA/DLR
Para chegar a esse resultado, os cientistas coletaram informações colhidas pelo satélite Goce. O formato inusitado que o modelo confere ao planeta decorre da variação da gravidade sobre a Terra, que não é a mesma em todo lugar. Sobre o Equador, no topo de montanhas e em áreas com camadas de sal abaixo da superfície, por exemplo, ela costuma ser menor. Já em locais com alta densidade no solo, devido à presença de minérios ou de um campo de petróleo, a força é maior. No mapa da ESA, as áreas de menor gravidade aparecem azuis e as de maior, amarelas.
Um dos resultados mais comemorados do estudo é o modelo gerado dos mares da Terra. Segundo explica ao Correio Braziliense/Diario Reiner Rummel, um dos coordenadores da missão e cientista do Instituto de Astronomia e Física Geodésica, da Universidade Técnica de Munique (Alemanha), o geoide é idêntico aos oceanos caso eles pudessem ficar em repouso absoluto, sem movimento de marés ou de ondas. Dessa forma, ao comparar dados reais com os do modelo, os cientistas poderão aprender muito sobre o comportamento das águas no Planeta Azul. 'Essa informação é crucial para criar modelos climáticos. Com ela podemos determinar a velocidade das correntes marítimas. Isso vai ajudar a entender como a grande massa de oceanos move calor ao redor da Terra`, diz Rummel.
O geoide também fornece um sistema universal para comparar altitudes em diferentes partes da Terra, à semelhança dos aparelhos de nivelamento que, na construção civil, revelam aos engenheiros para onde um determinado fluido corre naturalmente dentro de um tubo ou cano. Cientistas geofísicos também podem usar os dados para investigar o que ocorre nas profundezas da Terra, especialmente naqueles pontos suscetíveis a terremotos e erupções vulcânicas. Há muitas informações também sobre o Himalaia, a África Central, os Andes e a Antártida.
´Tudo isso vai melhorar a nossa compreensão da estrutura interna da Terra`, comemora o cientista e geofísico Carlos Roberto de Souza, do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele explica que, antes do mapeamento do Goce, as medições da gravidade no planeta eram feitas por aviões que voavam em baixa altitude e pelos próprios cientistas que iam a campo. A maior dificuldade estava em alcançar áreas remotas, como os polos e os picos das montanhas. Com o satélite, isso pôde ser feito em escala global inédita. ´É a primeira vez que estamos vendo uma imagem real dessas variações`, afirma Souza.
Tremores
Segundo os cientistas envolvidos na missão, o geóide deve permitir um conhecimento mais profundo dos processos que causam terremotos, como o tremor que assolou o Japão recentemente. ´Quando há um sismo, como no Japão, ele redistribui a massa, levanta o fundo do oceânico. É como se a Terra inchasse. Essa mudança afeta a gravidade. Com as informações do satélite, poderemos entender melhor os efeitos provocados pelo tremor na topografia terrestre`, explica Lucas Vieira Barros, coordenador do Observatório Nacional Sismológico da Universidade de Brasília (UnB). Contudo, Barros ressalta que a ferramenta ainda não é capaz de prever os sísmos. ´Ainda somos incapazes de observar todas as variáveis que determinam a ocorrência de um tremor`.
No entanto, de acordo com Reiner Rummel, o mapeamento pode ajudar na exploração de petróleo e na descoberta de depósitos de minérios, uma vez que as áreas onde esses elementos ocorrem possuem uma gravidade maior. Segundo Souza, da Unicamp, isso pode beneficiar a exploração petrolífera na costa brasileira. ´Como o sal tem uma densidade bem diferente, eventualmente isso pode auxiliar nos levantamentos já existentes sobre onde estão exatamente essas camadas e se há, ou não, petróleo`.
"Geoide beneficiará pesquisas sobre fenômenos como terremotos e vulcões` Reiner Rummel, do Instituto de Astronomia da Universidade de Munique
RESPONDA
4º Onde estão mapeados os locais de maior e menor gravidade?
5º Em que vai ajudar o mapeamento das áreas de maior e menor gravidade do Planeta?
6º Como o mapeamento vai ajudar no estudo do clima?
Um dos resultados mais comemorados do estudo é o modelo gerado dos mares da Terra. Segundo explica ao Correio Braziliense/Diario Reiner Rummel, um dos coordenadores da missão e cientista do Instituto de Astronomia e Física Geodésica, da Universidade Técnica de Munique (Alemanha), o geoide é idêntico aos oceanos caso eles pudessem ficar em repouso absoluto, sem movimento de marés ou de ondas. Dessa forma, ao comparar dados reais com os do modelo, os cientistas poderão aprender muito sobre o comportamento das águas no Planeta Azul. 'Essa informação é crucial para criar modelos climáticos. Com ela podemos determinar a velocidade das correntes marítimas. Isso vai ajudar a entender como a grande massa de oceanos move calor ao redor da Terra`, diz Rummel.
O geoide também fornece um sistema universal para comparar altitudes em diferentes partes da Terra, à semelhança dos aparelhos de nivelamento que, na construção civil, revelam aos engenheiros para onde um determinado fluido corre naturalmente dentro de um tubo ou cano. Cientistas geofísicos também podem usar os dados para investigar o que ocorre nas profundezas da Terra, especialmente naqueles pontos suscetíveis a terremotos e erupções vulcânicas. Há muitas informações também sobre o Himalaia, a África Central, os Andes e a Antártida.
´Tudo isso vai melhorar a nossa compreensão da estrutura interna da Terra`, comemora o cientista e geofísico Carlos Roberto de Souza, do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele explica que, antes do mapeamento do Goce, as medições da gravidade no planeta eram feitas por aviões que voavam em baixa altitude e pelos próprios cientistas que iam a campo. A maior dificuldade estava em alcançar áreas remotas, como os polos e os picos das montanhas. Com o satélite, isso pôde ser feito em escala global inédita. ´É a primeira vez que estamos vendo uma imagem real dessas variações`, afirma Souza.
Tremores
Segundo os cientistas envolvidos na missão, o geóide deve permitir um conhecimento mais profundo dos processos que causam terremotos, como o tremor que assolou o Japão recentemente. ´Quando há um sismo, como no Japão, ele redistribui a massa, levanta o fundo do oceânico. É como se a Terra inchasse. Essa mudança afeta a gravidade. Com as informações do satélite, poderemos entender melhor os efeitos provocados pelo tremor na topografia terrestre`, explica Lucas Vieira Barros, coordenador do Observatório Nacional Sismológico da Universidade de Brasília (UnB). Contudo, Barros ressalta que a ferramenta ainda não é capaz de prever os sísmos. ´Ainda somos incapazes de observar todas as variáveis que determinam a ocorrência de um tremor`.
No entanto, de acordo com Reiner Rummel, o mapeamento pode ajudar na exploração de petróleo e na descoberta de depósitos de minérios, uma vez que as áreas onde esses elementos ocorrem possuem uma gravidade maior. Segundo Souza, da Unicamp, isso pode beneficiar a exploração petrolífera na costa brasileira. ´Como o sal tem uma densidade bem diferente, eventualmente isso pode auxiliar nos levantamentos já existentes sobre onde estão exatamente essas camadas e se há, ou não, petróleo`.
"Geoide beneficiará pesquisas sobre fenômenos como terremotos e vulcões` Reiner Rummel, do Instituto de Astronomia da Universidade de Munique
RESPONDA
1º O que retrata a figura acima?
2º Para que serve as informações contidas neste mapeamento?
3º O que significa as cores azul e laranja do mapa? 4º Onde estão mapeados os locais de maior e menor gravidade?
5º Em que vai ajudar o mapeamento das áreas de maior e menor gravidade do Planeta?
6º Como o mapeamento vai ajudar no estudo do clima?
terça-feira, 22 de março de 2011
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO 25/04/2011
A avaliação esta postada no Blog para ser feita através do "Comementário", acessem o espaço das postagens e por gentileza façam sua avaliação.
a. Quais os aspectos que você considerou positivo?
b. Quais as dificuldades encontradas?
2. Refletindo sobre a prática pedagógica:
a. O que vivenciamos neste encontro é possível transpor para a sua prática pedagógica?
b. Quais as suas sugestões para estudarmos nos próximos encontros?
Atencisamente
Equipe de Formadoras
1. Vamos avaliar a Formação de 25/04/2011:
a. Quais os aspectos que você considerou positivo?
b. Quais as dificuldades encontradas?
2. Refletindo sobre a prática pedagógica:
a. O que vivenciamos neste encontro é possível transpor para a sua prática pedagógica?
b. Quais as suas sugestões para estudarmos nos próximos encontros?
Atencisamente
Equipe de Formadoras
domingo, 20 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
AVALIAÇÃO
1. Vamos avaliar a Formação de 21/03/2011:
a. Quais os aspectos que você considerou positivo?
b. Quais as dificuldades encontradas?
2. Refletindo sobre a prática pedagógica:
a. O que vivenciamos neste encontro é possível transpor para a sua prática pedagógica?
b. Quais as suas sugestões para estudarmos nos próximos encontros?
a. Quais os aspectos que você considerou positivo?
b. Quais as dificuldades encontradas?
2. Refletindo sobre a prática pedagógica:
a. O que vivenciamos neste encontro é possível transpor para a sua prática pedagógica?
b. Quais as suas sugestões para estudarmos nos próximos encontros?
Assinar:
Postagens (Atom)






